Um estudo publicado recentemente no «Jama», revista científica da Associação Médica Americana, identificou um redução no número de tabagistas nos últimos 30 anos. A pesquisa considerou homens e mulheres de 187 países. Entre os homens, os fumantes passaram de 41% para 31% e, entre as mulheres, de 10,6% para 6,2%. A maior queda no número de fumantes foi identificada entre 1996 e 2006. Entretanto, nesse mesmo período, a quantidade de cigarros consumidos por ano aumentou em 26%.

No Brasil, segundo a pesquisa telefônica Vigitel, do Ministério da Saúde, entre os anos de 2006 e 2011, houve diminuição de cerca de 20% na número de tabagistas. Em 2011, 14,8% dos brasileiros se declaram fumantes. O estudo identificou ainda que a população com menos anos de escolaridade é a que possui maior número de fumantes. A pesquisa considera apenas maiores de 18 anos.

Tabagismo x feridas

Tabagistas estão mais propensos a desenvolver feridas. “A nicotina contida no cigarro faz com que os vasos sanguíneos se contraiam. Isso tem como consequência a diminuição do fornecimento de oxigênio e nutrientes para os tecidos, podendo ocorrer morte celular, necrose tecidual e formação de feridas ou úlceras”, observa Antônio Rangel, estomaterapeuta da Membracel.

Outra relação entre o cigarro e as feridas é o fato do tabagismo prejudicar o processo de cicatrização. “Em procedimentos cirúrgicos, por exemplo, pode acontecer a abertura dos pontos.” Já em pessoas com insuficiência circulatória nos membros inferiores ou com diabetes, o hábito de fumar pode ser um fator determinante para a formação de úlceras crônicas com dificuldade de cicatrização e até mesmo amputação.

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