Se, depois de se exercitar ou tomar banho muito quente, sua pele apresenta manchas vermelhas ou coceira, é possível que você esteja lidando com urticária colinérgica, muitas vezes chamada de “alergia ao suor”.
O que é urticária colinérgica?
A urticária colinérgica, é um tipo de urticária induzida que aparece quando há aumento da temperatura corporal após atividades cotidianas como exercícios físico, banhos quentes e episódios de estresse.
Embora não seja considerada uma doença grave, a urticária colinérgica pode causar desconforto e comprometer a qualidade de vida.

Causas e fatores desencadeantes
A urticária colinérgica acontece quando a temperatura do corpo sobe e o organismo libera uma substância chamada acetilcolina. Esse neurotransmissor acaba irritando a pele e estimulando a liberação de histamina, o que provoca vermelhidão, coceira, inchaço e as típicas pápulas da urticária.
Alguns dos principais gatilhos da urticária colinérgica são:
- banhos muito quentes;
- exercícios físicos intensos;
- clima quente ou mudanças bruscas de temperatura;
- sudorese excessiva;
- estresse ou ansiedade;
- alimentos quentes ou apimentados;
- bebidas alcoólicas.
Além disso, algumas condições podem aumentar as chances de desenvolver urticária colinérgica, como:
- histórico de urticária crônica;
- rinite alérgica;
- asma;
- eczema;
- hiperidrose (sudorese excessiva);
- histórico familiar de urticária colinérgica ou outras urticárias físicas.

Principais sintomas
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), os principais sintomas da urticária colinérgica são:
- pequenas bolinhas avermelhadas na pele (micropápulas), geralmente no rosto, pescoço e tronco, podendo surgir também em antebraços, pulsos e coxas (mas não afetam palmas das mãos nem plantas dos pés);
- em alguns casos, essas bolinhas se unem e dão a impressão, à distância, de um “vermelhão” na pele;
- coceira intensa e sensação de pinicação ou ardência.
Embora menos frequentes, também podem ocorrer:
- inchaço (edema);
- dor abdominal ou diarreia;
- dor de cabeça.
Nos casos mais graves, a urticária colinérgica pode levar a queda da pressão arterial e desmaios (síncope), exigindo atenção médica imediata.

Diagnóstico da urticária colinérgica
O diagnóstico da urticária colinérgica é clínico, feito por um médico dermatologista ou alergista, a partir da conversa com o paciente (anamnese) e da observação das lesões durante o exame físico.
Para confirmar o diagnostico, o médico pode realizar testes de provocação, como:
- pedalar em uma bicicleta ergométrica, de forma controlada e monitorada, até o aparecimento das lesões;
- induzir o aquecimento da pele para provocar sudorese.

Além disso, esses exames ajudam a diferenciar a urticária colinérgica de outras condições de pele que podem causar sintomas semelhantes.
Tratamentos e formas de alívio
O tratamento da urticária colinérgica varia de acordo com a intensidade e a frequência das crises. As principais abordagens incluem:
- anti-histamínicos orais, são os medicamentos mais usados e ajudam a controlar a coceira e inflamação.
- omalizumabe (anti-IgE), indicado para casos mais difíceis, quando os anti-histamínicos não funcionam bem.
- uso de corticosteroides ou imunossupressores, podem ser indicados em casos de urticária colinérgica associada à anidrose, sempre com acompanhamento médico.
- terapias de dessensibilização, que é a exposição controlada a atividades físicas e banhos mornos, para melhorar a resposta ao calor e à sudorese.
Além dos medicamentos, algumas medidas simples ajudam a aliviar os sintomas no dia a dia, como:
- aplicar compressas de água fria (não gelada) sobre as lesões para reduzir a coceira;
- usar roupas leves e respiráveis, para evitar o superaquecimento;
- preferir banhos rápidos e em temperatura fria;
- optar por sabonetes e hidratantes próprios para pele sensível;
- evitar coçar as lesões, prevenindo irritações e infecções;
- proteger-se da exposição solar excessiva;
- reduzir o contato com possíveis alérgenos.

É importante lembrar que apenas o médico pode definir a melhor abordagem, avaliando cada caso e indicando a combinação mais adequada entre cuidados diários e tratamento medicamentoso.
Cuidados com a pele e prevenção de crises
Além do tratamento médico, alguns cuidados ajudam a reduzir os episódios da urticaria colinérgica:
- evitar situações que aumentam muito a temperatura corporal, como banhos quentes e demorados e exercícios físicos intensos.
- optar por banhos mornos e roupas confortáveis que ajudem a absorver o suor.
- manter a prática de atividade física regular, mas em ambientes ventilados, preferencialmente no início da manhã ou no final da tarde, quando as temperaturas externas são mais amenas.
- investir em técnicas de controle do estresse, como respiração profunda, meditação, ou alongamentos relaxantes.
- evitar o consumo de alimentos muito quentes ou apimentados;
- se ocorrerem feridas abertas ao coçar a pele, utilizar a Membrana Regeneradora Porosa Membracel para acelerar a cicatrização.
Essas medidas não substituem o tratamento, mas contribuem para uma melhor qualidade de vida e menor frequência de crises.
Agora que você já sabe tudo sobre urticaria colinérgica e já teve suas principais dúvidas respondidas, que tal conhecer os principais tipos de urticaria?
Andrezza Silvano Barreto Enfermeira formada pela UFC | Pós-Graduanda de Estomaterapia pela UECE | Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Cuidados Clínicos pela UECE | Consultora Especialista de Produtos da Vuelo Pharma | Consultora de produtos Kalmed Hospitalar desde 2021 | Enfermeira da Equipe de Estomaterapia do Hospital Geral César Cals | Colabora externa da Liga Acadêmica de Enfermagem em Estomaterapia (UFC) desde 2020 com atuação no ambulatório de feridas e incontinência urinária | Preceptora da Pós-graduação em Estomaterapia – UFC no ambulatório de incontinência urinária



