As escaras (também conhecidas como lesões por pressão ou úlceras por pressão) são feridas causadas pela pressão contínua em uma região com proeminência óssea. São comuns em pessoas com mobilidade comprometida, que permanecem muito tempo na mesma posição, como pessoas acamadas ou que fazem uso de cadeiras de rodas.

Se não tratado corretamente, esse tipo de ferida pode evoluir e ganhar profundidade, chegando a comprometer músculos, tendões, ossos e, inclusive, órgãos.

 

As regiões mais suscetíveis a esse tipo de lesão são:

  • Região sacral (acima do cóccix)
  • Trocânteres (parte superior e lateral do fêmur)
  • Maléolos (ossos laterais dos pés)
  • Calcanhares (devido ao constante contato com a cama)

 

áreas atingidas por lesões por pressão/ escaras

 

O principal causador dessas lesões é a falta de movimentação no leito. A pressão constante no mesmo ponto diminui a circulação sanguínea, deixando a pele fragilizada e evoluindo para a formação de feridas.  E é justamente por esse motivo que as escaras são mais comuns em idosos. A dificuldade de locomoção acaba obrigando-os a ficar na mesma posição, seja sentado ou deitado. E é aí que entra a importância da mudança de decúbito, realizada pelo cuidador, que pode ser o profissional de enfermagem ou um familiar.

 

O que é mudança de decúbito?

A mudança de decúbito consiste em mudar com frequência a posição do paciente para aliviar a pressão nas regiões que ficam em constante contato com leito. O ideal é que o intervalo entre as trocas não ultrapasse 3 horas.

Alguns métodos são utilizados para garantir que a mudança de decúbito ocorra com a frequência correta. É o caso do protocolo de posições, que pode ser fixado na cabeceira do paciente. Sempre que a mudança for realizada, o cuidador deve anotar o horário em que a movimentação foi feita para, assim, diminuir as chances de esquecimento.

 

Como tratar?

O tratamento de escaras varia de acordo com a profundidade da lesão e a área comprometida. Portanto, a avaliação de um profissional de saúde é essencial. (Veja aqui quais os estágios das lesões por pressão.)

Alguns curativos especiais auxiliam na cicatrização da pele, como é o caso da Membracel Membrana Regeneradora Porosa. Além de proteger a região lesionada, a membrana favorece a formação do tecido de granulação (etapa do processo de cicatrização). Para o sucesso do tratamento, a membrana precisar estar em contato total com o leito de ferida. Se a lesão for muito profunda, pode ser necessário preencher os espaços com gaze (sobre a membrana). Os poros da membrana permitirão a passagem do excesso de exsudato, que será transferido para a gaze. Sempre que as gazes estiverem saturadas, é necessário trocar o curativo secundário. Em lesões com bastante exsudato, pode ser necessário trocar o curativo secundário diversas vezes ao dia.

Uma mesma membrana pode permanecer na lesão por até 7 dias, sendo que, com a evolução do tratamento, esse período pode aumentar para até 12 dias (caso não existam sinais de infecção, mau cheiro ou contaminação por urina/fezes).Ou seja, ao trocar o curativo secundário, a membrana não deve ser retirada. Basta realizar a limpeza com soro fisiológico e, como auxílio de uma gaze, pressionar levemente a membrana para drenar o excesso de exsudato que possa estar entre a lesão e a membrana.

 

Como prevenir?

  • Mude a posição do paciente na cama, movimentando-o sequencialmente a cada 3 horas;
  • Hidrate a pele frequentemente;
  • Avalie diariamente a pele das regiões mais suscetíveis às lesões. Qualquer vermelhidão ou hematoma já deve ser considerado sinal de alerta;
  • Para mudar a posição, nunca arraste o paciente sobre a cama;
  • Procure orientação profissional sobre tecnologias terapêuticas que diminuem a cronicidade das lesões.

Ter em mente a importância da mudança de decúbito é essencial para evitar o surgimento das temidas escaras. Seguir as dicas acima garante mais qualidade de vida ao paciente e auxilia diretamente no sucesso do tratamento.

 

Quer saber mais sobre o tratamento de escaras utilizando a Membracel? Veja esse post sobre a aplicação da membrana nesses casos.  Leia também esses dois depoimentos: depoimento 1 e depoimento 2.

 

COMENTE ESTA PUBLICAÇÃO