O que são úlceras vasculares?

Úlceras são lesões superficiais ou profundas que podem ser causadas por diversos fatores, como hereditariedade, doenças pré-existentes e fatores de risco, como sedentarismo e tabagismo. As úlceras vasculares, como o nome já diz, são lesões de pele causadas por problemas vasculares, ou seja, irregularidades na circulação do sangue.

A circulação sanguínea funciona a partir da distribuição do sangue que sai do coração, processo realizado pelas artérias. Depois que todo o corpo foi abastecido com sangue rico em nutrientes e oxigênio, o sistema venoso leva o sangue de volta ao coração para que sejam filtradas as impurezas.

Alguns fatores como a diminuição na umidade e nutrição da pele, mantidas pelo sistema vascular (arterial e venoso) podem levar ao surgimento de úlceras. Esse tipo de ferida, geralmente, aparece nas pernas, podendo surgir após pequenos traumatismos ou até mesmo espontaneamente.

O quadro clínico e os tratamentos variam de acordo com o sistema vascular acometido: se for o arterial, deve-se proceder de uma forma e, se venoso, de maneira diferente. Veja abaixo como identificar as úlceras venosas em cada situação, como evitá-las e qual o tratamento em cada caso.

Úlceras arteriais

A ferida se forma porque há obstrução das artérias, pois existe falta de sangue rico em oxigênio e nutrientes para irrigar os tecidos, resultando na morte celular e, por consequência, nas lesões. Geralmente, está associada à formação de placas de gordura na parede das artérias, ocasionando a diminuição ou interrupção do fluxo sanguíneo (falta de circulação). Tabagismo, diabetes não controlado e colesterol alto são fatores que podem favorecer o surgimento desse tipo de úlcera.

Sintomas:

  • Dores intensas;
  • Dificuldade de colocar o membro no chão;
  • Geralmente, a dor é maior quando se caminha e diminui ao parar;
  • Diminuição do pulso no membro atingido;
  • Aumento de dor à noite;
  • Elevar os membros não diminui os sintomas;
  • A pele ao redor da ferida fica fria.

Comuns na região acima da canela e nas extremidades dos dedos dos pés, são feridas dolorosas e de difícil tratamento, podendo, inclusive, resultar na amputação do membro. A lesão é caracterizada por fundo pálido, com menor extensão de necrose e pode comprometer as pontas dos dedos (polpas digitais), maléolos (tornozelos), tendão de Aquiles, calcanhares ou pontos de atrito da pele.

Como evitar?

A recomendação é que o paciente deixe as pernas niveladas com o restante do corpo (e não elevadas). Em pé, mesmo com a ajuda da gravidade, o sangue já chega com dificuldade ao final das pernas. Em posição elevada, a dificuldade aumenta ainda mais. Esses desconfortos se agravam em dias frios devido à vasoconstrição, que acaba diminuindo a circulação nas extremidades do corpo.

Além disso, manter hábitos saudáveis auxilia no bom funcionamento do sistema circulatório. Veja abaixo pequenas atitudes que podem evitar o surgimento das úlceras arteriais:

  • Exercite-se: pratique diariamente exercícios que trabalhem os membros inferiores, como caminhada;
  • Alimente-se bem: consuma frutas, verduras e legumes regularmente, diminuindo a quantidade de gorduras e açúcares;
  • Não fume: elimine o cigarro e evite o consumo excessivo de bebidas alcóolicas;
  • Mantenha seu peso ideal: elimine aqueles quilinhos que estão sobrando. A obesidade é fator de risco e favorece o aparecimento das úlceras;
  • Descanse: sempre que possível, sente-se ou deite-se com as pernas elevadas acima do nível do coração;
  • Descruze as pernas: quando sentar, evite cruzar as pernas. Essa posição dificulta a circulação do sangue;
  • Mude de posição: se você trabalha muito tempo sentado ou em pé, diversifique suas posições o máximo possível. Movimente os pés para cima e para baixo, caminhe, levante-se ou sente-se sempre que puder.
  • Examine seu corpo: toque nas suas pernas e pés todos os dias, procurando por pequenos ferimentos ou alterações na cor da pele.

Úlceras venosas (varicosas ou de estase)

São causadas pela dificuldade de retornar o sangue ao coração. Ou seja, o sangue fica estagnado e, devido à fragilização da região, qualquer pequeno trauma resulta em ferida, podendo evoluir para a condição crônica (úlcera). Corresponde a 80% das feridas que acometem pernas e pés, sendo comuns ao redor dos maléolos. Quase sempre o paciente apresenta varizes. Os grupos com maior probabilidade de desenvolver esse tipo de úlcera são: mulheres, sedentários ou pessoas que costumam ficar muito tempo em pé. Fatores genéticos também podem influenciar.

Com o passar do tempo, a dificuldade de retorno do sangue venoso pode levar à insuficiência crônica, causando edema crônico, alteração da cor da pele das pernas (que fica em tom marrom), aparecimento de pequenas lesões (que podem levar a formação de úlceras), coceira intensa e aparecimento de mais varizes, podendo desencadear trombose.

Sintomas:

  • Sensação de peso nas pernas;
  • Inchaço, cansaço excessivo, formigamentos e cãibras frequentes;
  • Dores, geralmente, no período da tarde;
  • As dores se intensificam ao caminhar ou ficar muito tempo em pé;
  • Elevar os membros diminui os sintomas;
  • A pele ao redor da ferida fica quente e inflamada;
  • Lesão com bordos irregulares.

Como evitar?

Os sintomas refleitidos pela má circulação venosa podem ser amenizados com a elevação e movimentação das pernas. Veja abaixo algumas dicas para evitar o aparecimento de úlceras venosas:

  • Faça exercícios físicos diariamente, preferencialmente caminhada, natação ou pedalada;
  • Consuma frutas, verduras e legumes todos os dias;
  • Beba bastante água;
  • Controle seu peso;
  • Procure não ficar mais de uma hora sentado ou em pé;
  • Mantenha uma boa higiene das pernas e pés, hidratando-os e observando qualquer irregularidade;
  • Use calçados do tamanho adequado, não muito largos e nem apertados;
  • Proteja as pernas e pés do calor ou frio excessivos;
  • Repouse com as pernas elevadas, cerca de 15 cm;
  • Acompanhe e trate varizes com um profissional capacitado;

Tratamentos

Qualquer tratamento arterial deve ser acompanhado de um médico Angiologista. Tanto em problemas arteriais quanto em venosos é necessário controlar rigorosamente os índices de colesterol e triglicerídeos, praticar regularmente caminhadas ou exercícios aeróbicos, controlar a pressão arterial, diabetes e doenças associadas, além de parar de fumar. No que diz respeito apenas às dificuldades arteriais, pode ser necessário o uso de medicamentos que melhoram a circulação do sangue. Caso o tratamento clínico não seja suficiente, uma cirurgia pode ser necessária. Já os cuidados específicos para a dor venosa incluem o uso de meias elásticas medicinais, elevação dos membros inferiores diversas vezes ao dia e controle do peso e de outros fatores desencadeantes. 

Independente da abordagem, o importante é que os procedimentos sejam indicados e acompanhados de um médico especializado, que poderá avaliar o paciente de forma holística e direcioná-lo para o melhor tratamento. Em ambos os casos, o tratamento é complexo e exige muito cuidado. Cada tipo de úlcera necessita de um tratamento específico e, por isso, a identificação e o acompanhamento médico são importantíssimos.

Em úlceras venosas, para melhorar o retorno do sangue, é importante associar o tratamento tópico da ferida a repouso com as pernas elevadas e bandagem compressiva. Já nos casos de úlceras arteriais o tratamento compressivo é contraindicado.

Paralelamente ao acompanhamento com o angiologista e ao controle da circulação sanguínea, é preciso dar atenção especial às úlceras, que, senão tratadas, podem permancer por anos e levar a complicações. A Membracel é excelente para o tratamento de úlceras vasculares, sejam elas arteriais ou venosas. Logo após a aplicação, a membrana protege as terminações nervosas e alivia instantaneamete a dor. Além disso, é a única membrana do mercado que possui poros e isso proporciona a manutenção da umidade natural da pele, estimulando as trocas gasosas e a formação do tecido de granulação. Esses fatores juntos auxiliam no processo de reepitelização, acelerando a cicatrização da pele. O tempo de permanência da membrana na lesão aumenta conforme a evolução do tratamento, podendo chegar a 12 dias (caso não exista sinais de infecção, mau cheiro e contaminação), minimizando os desconfortos gerados pelas trocas de curativos.

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