O que são escaras?

As escaras (também conhecidas como lesões por pressão ou úlceras de pressão) são feridas que aparecem na pele de pessoas que permanecem muito tempo na mesma posição, geralmente acamadas ou com mobilidade reduzida. Essas lesões ocorrem devido à pressão constante em pontos com proeminências ósseas que ficam em contato com a superfície, como, por exemplo, a cama ou a cadeira de rodas. A ferida pode ser superficial (atingindo apenas a epiderme) ou profunda, chegando a comprometer músculos, tendões, ossos e até órgãos.

A principal causa desse tipo de lesão é a falta de movimentação, já que a pressão constante no mesmo ponto diminui consideravelmente a circulação sanguínea do paciente acamado. Os locais mais comprometidos são:

  • Região sacral (acima do cóccix);
  • Trocânteres (parte superior e lateral do fêmur);
  • Maléolos (osso lateral dos pés);
  • Calcanhares (devido ao constante contato com a cama).

Regiões comuns para escaras

Como evitar?

  • Mude a posição do paciente na cama, movimentando-o sequencialmente a cada 3 horas;
  • Hidrate a pele frequentemente;
  • Avalie diariamente a pele das regiões mais suscetíveis às lesões;
  • Para mudar a posição, nunca arraste o paciente sobre a cama;
  • Procure orientação profissional sobre tecnologias terapêuticas que diminuem a cronicidade de lesões.

Estágios das Lesões por Pressão

As lesões por pressão são classificadas de acordo com a gravidade, podendo ser:

Estágio I: acomete as camadas superficiais, mantendo a pele íntegra. Na região afetada surge uma mancha avermelhada. Se a pressão for aliviada, a macha costuma desaparecer. Pode haver alteração na sensibilidade, temperatura ou consistência (enrijecimento).

Estágio II: perda parcial da espessura dérmica. Apresenta-se como lesão de pele superficial com o leito de coloração vermelho ou rosa, úmido e sem esfacelo. Pode se apresentar, também, como uma bolha intacta (preenchida com exsudato de coloração clara) ou rompida.

Estágio III: perda de tecido em sua espessura total. A gordura subcutânea é visível, sem exposição de osso, tendão ou músculo. Esfacelo pode estar presente. A profundidade do dano do tecido varia conforme a localização anatômica, ou seja, áreas com adiposidade significativa podem desenvolver lesões mais profundas. Pode incluir descolamentos e túneis.

Estágio IV: perda total de tecido com exposição óssea, de músculo, tendão, ligamento ou cartilagem. Esfacelo, epíbole (lesão com bordas enroladas), descolamento ou túneis são comuns nesses casos.

Lesão por pressão que não pode ser classificada: lesão com perda total de tecido, cuja base está coberta por esfacelo (amarelo, marrom, cinza, esverdeado ou castanho).

Suspeita de lesão tissular profunda: área localizada de pele intacta de coloração púrpura ou castanha ou bolha sanguinolenta devido a dano no tecido mole, decorrente de pressão ou cisalhamento.

Como tratar?

Para o tratamento da lesão por pressão, antes de tudo, é preciso que seja feita a avaliação do comprometimento tecidual da região afetada. Feridas profundas e com necrose (tecido morto) necessitam de limpeza rigorosa, realizada por médico ou enfermeiro estomaterapeuta. Para o sucesso do tratamento, é importante utilizar curativos que acelerem a cicatrização da pele e promovam o bem-estar do paciente.

A Membrana Regeneradora Porosa Membracel é muito indicada para o tratamento de lesões por pressão, pois protege a região lesionada e favorece a formação do tecido de granulação, etapa essencial do processo de cicatrização.

Além de não precisar de trocas constantes, a membrana regeneradora porosa protege as terminações nervosas, diminuindo instantaneamente a dor. O conjunto dessas ações promove mais qualidade de vida ao paciente, o que auxilia diretamente no sucesso do tratamento.

Como fazer o curativo?

Para o sucesso do tratamento, é importante seguir as orientações abaixo para a aplicação do curativo Membracel.

1 – Lave a lesão com soro fisiológico em jato ou outra solução específica para limpeza (como Prontosan ou Aquasept). Se possível, antes da utilização, aqueça o soro fisiológico até que fique morno.

2 – Posicione a membrana sobre a ferida, cuidando para que ultrapasse 1 cm os bordos da lesão. Se a lesão for muito extensa, utilize mais de uma membrana, sobrepondo a anterior.

3 – Umedeça a membrana com a solução para limpeza acomodando-a com o auxílio de uma gaze. É muito importante que a membrana fique em contato com todo o leito da ferida.

4 – Por cima da membrana, posicione uma gaze limpa para drenagem do exsudato (secreção) e, se necessário, enfaixe a região.

Importante: o curativo de gaze deve ser trocado diariamente ou sempre que estiver saturado (úmido). Para isso, retire a gaze e limpe a ferida (conforme indicado anteriormente) sem retirar a Membracel. Pressione levemente a membrana com uma bonequinha de gaze para retirar o excesso de exsudato que possa estar embaixo da membrana. Após a limpeza, aplique um novo curativo de gaze. O tempo de permanência da membrana na lesão aumenta conforme a evolução do tratamento, podendo chegar a 12 dias, caso não exista sinais de infecção, mau cheiro, contaminação por urina ou fezes.

COMENTE ESTA PUBLICAÇÃO