As úlceras arteriais são lesões de pele causadas por problemas na circulação sanguínea. Surgem nos membros inferiores (geralmente, próximo à canela), são dolorosas e de difícil tratamento. A origem desse tipo de úlcera está atrelada a complicações na circulação.

É preciso muita atenção, pois, apesar de ter causas muito parecidas se comparadas às úlceras venosas, o tratamento é diferente. Ou seja, o diagnóstico influencia diretamente no processo de cura da lesão e, se feito erroneamente, pode acarretar em graves consequências.

Enfermeiro cuidando de pé e perna

Por que as úlceras arteriais surgem?

Esse tipo de lesão de pele tem início na obstrução das artérias por placas de gordura. Essa obstrução acarreta na falta de sangue rico em oxigênio e nutrientes para irrigar os tecidos, resultando na morte celular e, consequentemente, nas lesões. Devido à fragilidade da pele na região, qualquer pequena batida ou traumatismo pode ocasionar feridas. Por isso, é muito comum o aparecimento de lesões em regiões mais expostas e com proeminência óssea, como maléolos, laterais dos pés, canelas ou dedos.

Alguns fatores externos também favorecem o aparecimento das úlceras arteriais, como tabagismo, diabetes não controlado, hipertensão e colesterol alto.

Como identificar uma úlcera arterial?

As úlceras arteriais podem ser identificadas a partir dos seguintes sintomas:

  • Fortes dores na lesão (em alguns casos, o paciente começa a mancar);
  • Mesmo quando em repouso os membros ainda doem;
  • Ao elevar o membro afetado, a dor aumenta ainda mais;
  • Alívio da dor apenas quando a perna é deixada em repouso para baixo;
  • Lesão com formato circular;
  • A pele em volta da lesão perde os pelos, apresenta temperatura fria e fica esbranquiçada;
  • O pulso sanguíneo na região diminui;
  • As unhas ficam mais espessas;
  • A dor pode piorar a noite.

Tratamento

Se não tratada corretamente, a úlcera arterial pode levar ao amputamento do membro afetado. Dessa forma, é importante contar com o acompanhamento de um profissional qualificado, como enfermeiro estomaterapeuta, que, além de conhecer o que há de mais novo em tecnologia para tratamento de feridas, pode indicar com precisão quais medidas devem ser adotadas em cada caso. Além de realizar o tratamento tópico para cicatrização da pele, é importante que o paciente seja constantemente acompanhado por um médico angiologista, que controlará a pressão arterial e, consequentemente, normalizará a circulação do sangue para evitar que novas lesões apareçam.

Importante: nunca utilize métodos de compressão para tratar úlceras arteriais. A aplicação do tratamento incorreto pode agravar o quadro e gerar consequências irreversíveis.

A utilização de curativos especiais que favorecem a reepitelização é essencial para o sucesso do tratamento. A Membrana Regeneradora Porosa Membracel protege a lesão e evita a entrada de bactérias que podem infectar a região. Além disso, contém poros, o que propicia o ambiente ideal para a cicatrização, diminuindo o tempo e os gastos com o tratamento.

Como fazer curativo em úlcera arterial?

Além de utilizar uma cobertura que acelere a cicatrização da pele, é importante tomar alguns cuidados na hora de fazer o curativo. Siga o passo a passo abaixo para o curativo ideal:

  1. Lave a lesão com soro fisiológico em jato ou outra solução específica para limpeza de feridas (como Prontosan ou Aquasept). Se possível, aqueça a solução de limpeza antes de aplicar – isso favorece a migração celular e ajuda no processo de cicatrização.
  2. Posicione a Membracel no leito da lesão, cuidando para que ultrapasse, no mínimo, 1 cm dos bordos da lesão. Se necessário, utilize uma tesoura esterilizada para cortar a membrana e deixá-la do tamanho próximo ao da lesão. Da mesma forma, se a lesão for muito extensa, sobreponha as membranas até cobrir todo o leito da lesão, deixando sempre a margem de 1 cm em pele íntegra.
  3. Umedeça a membrana com soro fisiológico ou com a solução de limpeza escolhida e acomode-a no leito da ferida.
  4. Faça o curativo secundário para que o excesso de exsudato seja absorvido. Posicione gazes de algodão sobre a membrana e enfaixe levemente a região com atadura de crepe. Esse curativo deve ser trocado diariamente ou sempre que estiver saturado (úmido).
  5. Para realizar a troca do curativo secundário, repita o procedimento de limpeza, sem retirar a Membracel da lesão. Comprima levemente a membrana com uma gaze para que o excesso de exsudato possa ser retirado através dos poros. No início do tratamento, a Membracel pode permanecer entre 5 e 7 dias na lesão. Conforme o tratamento for evoluindo, esse tempo será aumentado gradativamente, podendo chegar a até 12 dias (caso não existam sinais de infecção, mau cheiro e contaminação).

Como prevenir?

Para evitar o surgimento de novas úlceras, é necessário combater a origem do problema, normalizando a circulação sanguínea, mantendo baixos os níveis de colesterol e triglicerídeos e ficando atento a sintomas como cansaço, inchaço e dores nas pernas. Além disso, é importante prestar atenção a batidas e traumas na região das pernas e pés. Sempre avalie se a pele dos membros inferiores apresenta alteração na coloração, temperatura ou textura. Ao menor sinal de lesão ou corte, procure um profissional de saúde o mais breve possível.

Outros cuidados são importantes para diminuir o risco de aparecimento de úlceras vasculares. São eles: praticar atividades físicas, não fumar, beber bastante água e manter uma dieta equilibrada.

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