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Quais são os tipos de feridas na pele, suas causas e tratamento?

Publicação: 6 de julho de 2026

Última modificação: 2 horas atrás

Feridas na pele, por definição, são qualquer situação cuja integridade cutânea ou mucosa seja prejudicada, seja por acidentes, traumas, doenças ou cirurgias. As lesões de pele podem ser de fácil cicatrização ou, ainda, exigirem tratamentos mais complexos.

Alguns tipos de feridas comprometem significativamente a saúde física e o bem-estar emocional do paciente, podendo causar dor, limitar a mobilidade e dificultar a realização de atividades básicas da vida diária. 

Além disso, a ruptura da integridade da pele compromete sua função de barreira protetora, tornando o indivíduo mais suscetível à ação de microrganismos e a outros fatores de risco, o que aumenta a probabilidade de infecções e pode retardar o processo de cicatrização.

Neste artigo, vamos analisar os fatores cruciais para identificação e classificação das lesões de pele, começando pelo tipo de ferida e tempo de resposta ao tratamento (agudas e/ou crônicas).

Tipos de feridas na pele

As feridas cutâneas podem ser classificadas, de forma geral, em três categorias: traumáticas, ulcerativas e cirúrgicas.

Feridas traumáticas

São lesões decorrentes da ação de agentes externos que provocam dano direto aos tecidos. Podem ser causadas por acidentes automobilísticos, quedas, objetos perfurocortantes, abrasões, lacerações, contusões ou queimaduras.

Feridas ulcerativas

Desenvolvem-se em decorrência de doenças ou condições clínicas subjacentes que comprometem a perfusão tecidual, a integridade da pele ou o processo de cicatrização. Incluem, entre outras, as lesões por pressão, úlceras venosas, úlceras arteriais e úlceras do pé diabético.

Feridas cirúrgicas 

Correspondem às incisões realizadas intencionalmente durante procedimentos cirúrgicos para acesso aos tecidos ou órgãos. Em condições adequadas, seguem um processo fisiológico de cicatrização, embora possam apresentar complicações, como deiscência ou infecção.

Como são classificadas as feridas na pele?

As feridas na pele podem ser classificadas como agudas ou crônicas, superficiais ou profundas, simples ou complexas, variando conforme a lesão. Veja a seguir:

Feridas Agudas

São feridas recentes, que respondem rapidamente ao tratamento e cicatrizam sem complicações.

Exemplos de feridas agudas: lesões decorrentes de acidentes, traumas, cortes, queimaduras e incisões cirúrgicas.

Feridas Crônicas

São feridas que não respondem adequadamente ao tratamento e não cicatrizam no tempo esperado. 

As complicações recorrentes ao longo do processo de reparação tecidual tornam a cicatrização mais lenta. Geralmente, estão associadas a doenças pré-existentes, como diabetes e insuficiência venosa.

Exemplos de feridas crônicas: lesões por pressão, lesões em membros inferiores e nos pés causadas por diabetes ou problemas vasculogênicos.

Feridas superficiais 

Ocorrem nas camadas mais superficiais de pele (epiderme e derme).

Feridas profundas

Quando outras estruturas são atingidas, com músculos, tendões, ossos e órgãos.

Feridas simples 

Aquelas que respondem bem ao tratamento e cicatrizam rapidamente.

Feridas complexas 

Aquelas cuja evolução é lenta, com maior tendência para cronicidade. 

Podem apresentar processo infeccioso (contaminadas ou infectadas), conter tecidos desvitalizados, exsudação abundante e odor fétido.

Feridas na Pele: tipos, causas e tratamentos
Enfermeiro enfaixando machucado de paciente – Foto: Adobe Stock

Principais causas de feridas na pele

1 – Feridas cirúrgicas

Produzidas cirurgicamente por um instrumento cortante (como bisturi). São limpas, dependendo da área, e têm bordas regulares e são passíveis de reconstrução.

2 – Feridas traumáticas

Aquelas provocadas acidentalmente. Podem ser causadas por diversos agentes, como:

  • Agentes mecânicos: lacerantes (objetos cortantes, como facas e metais afiados), perfurantes (objetos que causam pequena abertura, mas grande profundidade, como pregos) e contusos (caracterizados por traumatismo das partes moles, hemorragia e edema).
  • Agentes químicos: produtos químicos como ácido sulfúrico, iodo, cosméticos, etc.
  • Agentes Físicos: frio, calor, radiação e outros.

3 – Lesões ulcerativas

Feridas causadas por doenças relacionadas com a má circulação sanguínea, como alterações vasculares e complicações do diabetes.

Como avaliar uma ferida na pele?

A avaliação da ferida na pele é essencial para o diagnóstico correto. É importante que o paciente seja avaliado de forma holística, levando em conta suas condições físicas e características da lesão, como tamanho, forma, profundidade, margens, característica do exsudato (secreção da lesão) e tipos de tecidos presentes na lesão.

O tipo de tecido presente no leito da lesão pode ser considerado um indicativo da fase de cicatrização e evolução do tratamento. Veja abaixo os principais tipos de tecidos encontrados em uma lesão:

  • Tecido viável: é o tecido formado no processo de cicatrização, que reconstitui a área lesionada. É caracterizado por um tecido vermelho vascularizado.
  • Tecido de granulação: sinal de boa evolução do processo de cicatrização. Tem como características ser avermelhado, umedecido e firme.
  • Tecido de epitelização: indica a fase final do processo de cicatrização da pele. Este tecido tem coloração rosada e, geralmente, surge a partir das bordas da lesão e se desenvolve para o centro.
  • Tecido inviável: é o tecido desvitalizado, relacionado a diferentes níveis de morte tecidual. Geralmente, é composto por necrose ou esfacelo.
  • Necrose: pode ter coloração escura (enegrecida) ou amarela esverdeada. Pode ter consistência mole (necrose úmida) ou dura (necrose seca ou escara).
  • Esfacelo: tecido necrosado de coloração amarela ou castanha. Pode ficar aderido ao leito da lesão ou bordos da ferida.

Hipergranulação: quando ocorre o excesso de tecido de granulação, que se forma ultrapassando os níveis da ferida na pele. Quando essa situação se mantém por muito tempo, pode interferir na migração celular e prejudicar o processo de cicatrização.

Como tratar feridas na pele?

Seja uma ferida traumática, ulcerativa ou cirúrgica, o tratamento adequado não só acelera o processo de cicatrização como também previne o surgimento de complicações.

Lesões de pele não tratadas afetam a qualidade de vida do paciente, podendo, inclusive, prejudicar o convívio social e as atividades diárias. Quanto antes o tratamento for iniciado, melhores os resultados. A escolha do tratamento correto também é essencial.

Muitos profissionais já têm indicado a Membrana Regeneradora Porosa (Membracel), que é considerada o curativo ideal. Por conter poros, a membrana permite a transposição do exsudato (secreção da ferida) e favorece as trocas gasosas. 

Esses fatores auxiliam na formação do tecido de granulação, acelerando o processo de cicatrização de lesões de pele.

Pode ser aplicada em diversos tipos de feridas na pele, como queimaduras, úlceras, lesões por pressão, escoriações e qualquer outra situação em que haja a perda da derme ou epiderme.

No vídeo abaixo, o Enf. Antônio Rangel fala sobre a utilização da Membracel no tratamento de úlceras vasculares, diminuindo instantaneamente a dor e acelerando a cicatrização.

Quando receber atendimento médico?

O tratamento de feridas sempre deve ser orientado e acompanhado por um profissional de saúde, seja ele estomaterapeuta, médico ou enfermeiro. Cada indivíduo reage de uma forma e, portanto, o tratamento deve ser individualizado.

A partir de seus conhecimentos técnicos e experiência assistencial, o profissional de saúde irá considerar a evolução do quadro com base nas características físicas da lesão e estado de saúde do paciente como um todo.

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